Jolywood inicia produção em massa de TOPCon com baixa prata em 2026
Jolywood anunciou em 12/05/2026 produção em massa de células TOPCon com menos prata. Entenda o impacto no custo do módulo e na disponibilidade para o mercado brasileiro.
TL;DR
- Jolywood iniciou produção em massa de células TOPCon com pasta de prata reduzida em 12/05/2026, segundo PV Magazine.
- A prata responde por 8 a 12% do custo de produção da célula TOPCon, conforme a ITRPV 2024.
- Redução de prata pode pressionar custo do módulo TOPCon para baixo nos próximos trimestres, com impacto indireto no preço FOB para distribuidores brasileiros.
- Para o consumidor BR, efeito chega via redução de preço de módulos T1 (Canadian Solar, JA Solar, Trina, Risen) nos próximos 6-12 meses, se a curva de adoção for mantida.
O que a Jolywood anunciou no dia 12 de maio de 2026?
A Jolywood, fabricante chinesa especializada em células TOPCon (Tunnel Oxide Passivated Contact), iniciou produção em massa de células com pasta de prata reduzida, conforme matéria do PV Magazine publicada em 12/05/2026. A célula TOPCon é hoje a tecnologia dominante em módulos novos no Brasil, segundo dados de mercado consolidados pela ABSOLAR.
A pasta de prata é usada na metalização frontal e traseira das células e tem peso relevante no custo (8-12% conforme a ITRPV — International Technology Roadmap for Photovoltaic, edição 2024). Reduzir o consumo por célula sem perder eficiência elétrica é um dos vetores de redução de preço mais ativos da indústria desde 2024.
Quanto a redução de prata impacta o preço do módulo TOPCon?
Estimativas conservadoras da indústria apontam que cada 10% de redução no uso de prata por célula pode tirar entre 0,5% e 1,2% do custo total do módulo, dependendo do mix BOM (bill of materials) e do preço da prata na bolsa de Londres no período. A tabela abaixo ilustra o componente “prata” no custo de um módulo TOPCon 600 Wp:
| Componente | % do custo do módulo |
|---|---|
| Wafer + difusão | 38-44% |
| Pasta de prata | 8-12% |
| Vidro + EVA + backsheet | 18-22% |
| Estrutura, junction box, frete | 12-18% |
Fonte: estimativas baseadas em ITRPV 2024 e relatórios de BloombergNEF para 2025.
O que muda para o consumidor brasileiro nos próximos meses?
O Brasil importa praticamente 100% dos módulos solares vendidos no varejo. A redução de custo na célula chinesa chega ao mercado BR via cadeia: fabricante chinês → trading → importador → distribuidor → integradora. O ciclo costuma levar entre 4 e 9 meses para refletir no preço final do consumidor, ignorando câmbio.
Em 2026, com a prorrogação da isenção de imposto de importação de inversores pelo GECEX e maior competição entre módulos TOPCon e os primeiros HJT na faixa intermediária, o efeito combinado tende a manter pressão de baixa no R$/Wp residencial — embora movimentos cambiais e fretes marítimos sigam sendo fator dominante de curto prazo.
FAQ
TOPCon de baixa prata tem eficiência menor?
Não necessariamente. A redução é feita via novas técnicas de impressão (screen printing fino, contatos parciais) que mantêm a coleta de corrente. Eficiências de célula seguem em 25,5% a 26,2% para TOPCon Premium em 2026.
Vale esperar a queda de preço para comprar agora?
Câmbio costuma pesar mais do que custo de célula no preço final. Se seu payback projetado já é vantajoso, esperar 6 meses para ganhar 1-3% de preço raramente compensa contas que continuam vindo.
Quais fabricantes brasileiros vendem TOPCon hoje?
Canadian Solar HiKu, JA Solar DeepBlue 4.0 Pro, Trina Vertex S+ e Risen Titan, entre outros. Todos com TOPCon ou TOPCon Plus na linha 2025/2026.
Fontes
Escrito por
Jhonathan Meireles
Cobertura editorial independente de energia solar fotovoltaica residencial no Brasil — dimensionamento, payback, equipamentos e Lei 14.300. Editor do Solar Brasil.


